INTRODUÇÃO
A equipe de enfermagem representa a maior força de
trabalho do hospital e está continuamente submetida às
situações geradas pelas atividades inerentes à função,
envolvendo inúmeros elementos negativos
proporcionados pelo ambiente caracterizado pela
enfermidade(1).
A situação de assistir ao doente coloca a equipe de
enfermagem em uma posição de convívio com a dor, com
o sofrimento e com a morte, os quais, apesar de fazer
parte da vida profissional da enfermagem, apresenta-se
como forte fator estressante, o que leva o trabalhador a
não cuidar de sua própria saúde em benefício do
doente(2). É um trabalho que exige estado de alerta
constante e grande consumo de energia física, mental e
emocional por parte do trabalhador(3).
Aliado a esse fato, com a evolução da profissão, a
enfermagem tomou direções mais amplas, passou a
assumir papéis não só na assistência, mas na liderança e
na pesquisa. Isso levou à modificações na dimensão do
seu processo de trabalho, vivenciando uma rotina de
trabalho estressante, muitas vezes sem planejamento
operacional de suas atividades cotidianas, ocasionando
desgaste, cansaço e sobrecarga, principalmente devido a
muitas vezes este profissional ter uma longa jornada de
trabalho(4).
Têm sido apontados ainda, como fatores prejudiciais
à qualidade de vida no trabalho (QVT) dos enfermeiros a
baixa remuneração, a manipulação de substâncias tóxicas
e a presença de fatores de risco pertinentes ao ambiente,
além das dificuldades socioeconômicas enfrentadas por
estes profissionais, pois muitos mantêm mais de um
vínculo empregatício(1).
São inúmeras as interpretações para a conceituação
de QVT; ela é abstrata e abrangente, engloba diversos
aspectos da vida humana como a satisfação,
reconhecimento profissional, relações sociais, saúde,
família, trabalho, meio ambiente, dentre outros(5). A
Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu qualidade
de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na
vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais
ele vive em relação aos seus objetivos, expectativas,
padrões e preocupações”(6).
Observa-se que algumas instituições hospitalares,
com vistas à melhoria da qualidade de vida da população
assistida, também buscam modelos que favoreçam a